Do outro lado do mundo…

Hoje preciso escrever sobre o meu amor. Um amor que nunca havia sentido, apesar de saber que existia… há três anos ele apareceu em minha vida: tímido, inseguro, carente. Em seus olhos tristes podia-se perceber que estava completamente perdido, com medo talvez.

Poucas vezes dizia o que sentia, seus sentimentos (em sua maioria de tristeza e frustração) demonstravam-se em lágrimas apenas. Nenhuma palavra… foi dificil entrar em seu mundo, cercado por um muro de indiferença, rejeição e resistência… sua forma de proteção.

Beijos, abraços, raros gestos de afetos. Poucos sorrisos, apenas olhares, tristes olhares… É dificil para alguém tão novo lidar com sentimentos e assuntos tão adultos. Esse menino só pedia sua infância que lhe fora roubada. Aos poucos nos aproximamos e fiquei completamente apaixonada. Não tenho medo de dizer isso, não a ele. Sei que também conquistei seu coração. Mostrei-lhe que existem pessoas que nos querem bem. Sempre digo o quanto o amo, para que não se esqueça e se caso duvidar, por algum comportamento meu, que não duvide mais.

Bryan é seu nome e com apenas doze anos veio do outro lado do mundo para ensinar-me a amar. Um sentimento que muitos não acreditam existir, um sentimento que poucos têm a capacidade de sentir.

Ainda não me acostumei com tudo isso, nem sei se estou preparada para esse amor, não sei também se ele entenda, compreenda esse sentimento. Talvez nem saiba o quanto representa em minha vida. Sei tão pouco se sou tão importante para ele quanto é para mim. Só sei que também me ama, nem como, nem quanto, mas não me importo.

O amor que sinto não pede nada em troca, não espera reconhecimento. Esse sentimento faz apenas com que me alegre com um sorriso, um beijo, um abraço apertado, um brilho no olhar de felicidade e satisfação ou um tímido “eu te amo”.

As dificuldades e os sofrimentos por que passamos muitas vezes mudam nossas vidas de uma forma não esperada. Uma perda pode trazer uma enorme dor, uma mudança pode resultar em sofrimento (por medo ou insegurança), mas pode abrir um outro caminho no qual encontramos pessoas que realmente se importam. Eu sou uma delas, não sei o porquê de nossas vidas se encontrarem, só sei que EU me importo.

Eu o amo de verdade e farei de tudo para que sua vida seja diferente e não lhe traga mais tanta dor. Tentarei ser para ele um exemplo de mulher que carrega no peito um imenso amor de mãe.

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