Arquivo para maio \27\UTC 2010

O dia em que eu acordei feliz…

“Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia”.

Nietzsche

Hoje o dia amanheceu azul. O céu limpo reluzia tudo e todos ao meu redor. Meu espírito acordara leve, porém ainda com parte da euforia do dia anterior. Tudo parecia diferente, mais bonito, mais alegre e eu estava igualmente mais bela… Aos poucos, esses sentimentos foram dando lugar a uma tristeza, melancolia e até certa culpa. Culpa por não ser tão forte, culpa por ainda acreditar, culpa por querer sonhar e sorrir quando eu deveria chorar.

Por que eu insisto em acreditar e confiar em quem não merece tamanha dedicação? Por que eu insisto em entregar meu coração a quem sempre irá me ferir? Por que eu insisto em deixar meus sonhos nas mãos de quem teve e ainda tem o prazer, mesmo que inconsciente, de destruí-los? Ainda não aprendi que ninguém além de mim deve ser responsável pela minha felicidade? Porque ainda não aprendi a sonhar?

Eu engano, a mim acima de tudo, quando digo e penso que nada me toca. Que sou insensível aos julgamentos, às ações e principalmente à indiferença. Engano-me quando finjo ser igualmente indiferente a você.

O que eu esperava? Cartas de amor? Confidências de sonhos e desejos? Sinceramente não sei… Talvez tudo, talvez nada. Talvez o que é feito seja exatamente o que deveria ser… Talvez eu precise desse vazio e seja isso que alimente e sustente o meu amor.

A verdade é que no dia em que acordei feliz, dormi na solidão!

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