Arquivo para julho \31\UTC 2009

A Gripe e a volta às aulas

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Em meados de maio o mundo ficou sabendo de um vírus que começava a se espalhar, o H1N1. Em alguns meses a coisa piorou e como medida preventiva, o governo resolveu adiar a volta às aulas.  Não que eu não tenha gostado de ficar em casa mais alguns dias (é sempre bom!), mas achei essa medida um pouco equivocada. Bom, eu não sou médica, mas minha mãe é e acha que é um pouco de exagero… não é mais fácil orientar os alunos que estão doentes a ficarem em casa? Afinal onde vão e o que fazem os alunos se não estão na escola? Com o frio que está fazendo a parques é que não vão; mas sim aos cinemas, aos shoppings ou aos clubes escola criados pela prefeitura, em que ficam aglomerados da mesma maneira. Sei lá posso estar sendo um pouco ignorante, mas existe maior aglomeração que a estação Sé às 6 horas da tarde? Acho que se é para evitar “contato” entre as pessoas, deveriam sugerir que a população não ande mais de ônibus, nem de trem, nem de metrô, não vá ao banco, ao supermercado, nem aos shoppings, não vá à baladas, micaretas (haja “contatos” nesses lugares, hein!!!) Como isso não vai acontecer só me resta aceitar e esperar os dias passarem pra depois correr contra o tempo.

Enfim, esse é só um ponto de vista…

Quem inventou o amor?

 Nessas semanas muitas coisas aconteceram, mas enfim se acertaram; sentimentos surgiram e se foram… só ficou uma pergunta: Quem inventou o amor????

Antes Das Seis (Legião Urbana)

 Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Vem e me diz o que aconteceu
Faz de conta que passou
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Daqui vejo seu descanso
Perto do seu travesseiro
Depois quero ver se acerto
Dos dois quem acorda primeiro
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Enquanto a vida vai e vem
Você procura achar alguém
Que um dia possa lhe dizer
-Quero ficar só com você
Quem inventou o amor?

Renato Russo não respondeu, ninguém conseguirá responder… eu nunca vou entender,  mas continuarei a amar mesmo assim; talvez com medo de me machucar, mas nunca de me entregar!!!  O amor muda as pessoas, deixa a vida mais colorida, o que dói é a falta dele e a ausência de quem se ama. Tantos momentos juntos, anos, vidas jogadas fora? NÃO! Vidas bem aproveitadas, momentos felizes que ficarão pra sempre. Eu amei, eu amo, eu amarei. Adoro o verbo amar e tudo de bom que ele proporciona.

Uma pausa para a amizade…

amigoOntem, foi o dia do amigo. Mas o que é amizade afinal?? Acho que é tão dificil de explicar, assim como o amor. Amizade não se explica, simplesmente acontece. Um olhar, uma conversa fiada e de repende você percebe que algo grande está acontencendo. Uma pessoa que há pouco nem conhecia, passa a fazer parte de sua vida, compartilhar seus segredos, ser sua companhia. Existem amigos que são como seus pais, outros como seus filhos, o melhor mesmo é quando são como irmãos. Melhor ainda quando seu amigo É SEU IRMÃO. Amizade entre irmãos é rara … mas dura pra sempre! Não sei o que seria de mim  sem ele, nós somos companhia um para o outro há 22 anos, em momentos que ninguém mais poderia fazer parte, entender nem ajudar!

Pra ser amigo, não precisar ser igual, pensar igual, gostar das mesmas coisas, pessoas diferentes também se atraem e podem trocar experiências interessantes, a gente aprende com um amigo! Uma amizade pode não durar pra sempre, mas “que seja eterno enquanto dure…”  e é assim que termino esse post, para todos os meus amigos, os distantes, que já se foram, os que ainda estão presentes, e principalmente para aqueles que sempre estarão perto de mim: Feliz dia do amigo! Que não foi só ontem, é todo dia quando estamos juntos!!!!!!

Dias vazios

Essa é  a segunda  e última semana de férias do meu serviço. Me pergunto: “O que eu fiz com a primeira?” Nada. As horas foram passando, os dias terminando e nada aconteceu. Não arrumei o que deveria arrumar, não fiz o que eu havia prometido fazer. Não me culpo, culpo ao tempo. Sim, com esse frio não dá uma vontade irresistível de ficar na cama ou no sofá, de pijama?? Logico que dá…  Ao acordar tarde você percebe que boa parte do dia já se foi e as promessas ficam pra depois do almoço, só que depois do almoço dá muita preguiça e resolve esperar mais um pouquinho, talvez assistir a um filme. Com isso a tarde se foi e o jeito é ficar em casa mesmo. Nem todos os dias são assim, mas a maioria…

Penso que promessa de férias é como promessa de final de ano, ficam só nas palavras… tem gente que faz até lista das coisas a fazer, mas nada sai do papel.

Nem tudo está perdido tenho uma semana pela frente, será que farei tudo diferente? Uma coisa é certa: eu descansei o que precisava descansar!!!

13 de julho: Dia do rock

Hoje é comemorado o dia do rock, pensei em escrever algo sobre isso um pouco da história, influências, desisti. Coloco apenas uma música, um pouco triste, mas é a que eu mais gosto. Amo a Janis, sua voz rouca e suas letras melancólicas… combinam com alguns de meus dias.

Maybe  (Janis Joplin)

Maybe…
Oh, if I could pray, and I try, dear,
You might come back home, home to me.

Maybe
Whoa, if I could ever hold your little hand
Ooh, you might understand.
Maybe, maybe, maybe, maybe…

Maybe, maybe, maybe, maybe, maybe, dear,
I guess I might have done something wrong,
Honey, I’d be glad to admit it
Ooh, come on home to me!
Honey, maybe, maybe, maybe, maybe…
Well, I know that it just doesn’t ever seem to matter, babe,
Ooh, honey, when I go out or what I’m trying to do,
Can’t you see I’m still left here
And I’m holding on in needing you

Please, please, please, please,
Oh, won’t you reconsider, babe,
Now come on, I said come back,
Won’t you come back to me!

Maybe, dear, oh maybe, maybe, maybe,
Let me help you show me how.
Honey, maybe, maybe, maybe, maybe,
Maybe, maybe, maybe,
Maybe, maybe, maybe

Leitura e escrita: desafios

 Faz quase uma semana que escrevi o ultimo post, mas aproveitei o feriado prolongado para resolver umas coisas, inclusive corrigir as últimas atividades realizadas pelos alunos. Tamanha foi minha surpresa ao ler as produções de texto feitas por eles, ainda mais quando comparei com as produções do inicio do ano letivo. É por isso que resolvi escrever aqui, para relatar um trabalho realizado e que pelo visto está surgindo efeito.

Bom, esse é o primeiro ano que leciono e logo “de cara” peguei uma sala de 4º serie, em que metade dos alunos não estavam alfabetizados ainda. Os que estavam, escreviam ortograficamente, porém não produziam textos coerentes, com sentido, e sim apenas um agregado de frases sem conexão umas com as outras. Pensei: “Terei um trabalho difícil pela frente, como começar?”.  Optei por contar histórias, todos os dias no inicio da aula, primeiramente alguns livros meus que eu guardo do meu tempo escolar, depois os alunos foram trazendo os seus preferidos e montamos uma pequena biblioteca na sala de aula, com livros, gibis e revistas que eles foram trazendo de casa e algumas coisas que eu mesma comprei. A caixa de livros fica à disposição deles, para que terminada uma atividade, possam manusear e ler o que quiserem. Com isso eles foram desenvolvendo o gosto pela leitura, até os não alfabetizados escolhiam seus livros e sentavam em suas carteiras para ler. Imagina minha felicidade ao ver aquele aluno considerado um “zero a esquerda” por outros colegas, lendo um gibi! Lendo sim, ele entendia a historia e vinha me contar depois.

Enquanto trabalhava leitura de textos, interpretação, ortografia com a sala, auxiliava na alfabetização de alguns alunos. Precisei separar livros e atividades diferenciadas para que eles pudessem aprender a ler e escrever, não sei bem se fiz o certo, às vezes sentia a necessidade de uma ajuda, não é fácil atender a todos, mas fiz o que era possível. E não é que percebi um resultado? Boa parte dos alunos que não estavam alfabetizados, já escreve e lê, com certa dificuldade, mas com mais segurança.

O fato de eu contar histórias e incentivar a leitura com a caixa de livros, fez com que começassem a escrever não de forma mecânica, mas com sentido, percebendo que a escrita serve para se dizer alguma coisa, para transmitir uma mensagem. Realizei também algumas atividades de produção de texto, nas quais a partir de uma imagem os alunos teriam que contar uma história, ou colocar uma seqüência de imagens na sua ordem e escrever sobre ela. Com isso eles foram percebendo que para se escrever é preciso um raciocínio, uma linha de pensamento, com começo, meio e fim.

Apoiei-me muito nas teorias que tive na faculdade a respeito do assunto, reli alguns trabalhos meus e procurei trabalhar da forma mais coerente possível com aquilo que acredito e estou feliz com o que consegui.  Ainda não acabamos, temos meio ano pela frente, que com boa vontade será muito bem aproveitado.

Digitalizei produções de alguns alunos para quem quiser ver: Redação alunos

Tenho também um artigo publicado no site da Universidade São Judas, sobre o processo de alfabetização: www.usjt.br/info/livro_alfabetizacao.pdf

Fim de semana

      Os finais de semana são, na sua maioria, bem agradáveis. Devo todos os créditos ao Dinho que é um namorado maravilhoso, quando quer, né amor? Passeamos de bicicleta (o que depois de duas semanas sem fazer isso, me rendeu uma bela dor nas pernas…) e fomos a um bar de rock em Pinheiros, o Dinossauros. Muito bom, ótima musica (Janis Joplin, Led Zeppelin, The Doors, Jimi Hendrix, ente outros Jurássicos), pessoas bonitas, mas sem frescura e um banheiro super limpo o que é uma raridade. Destaque para a dona do lugar, uma jovem senhora vestindo uma calça de couro justíssima e muito simpática e animada. As bebidas não são muito baratas, mas era de se esperar devido à localização, e vale à pena ir de vez em quando.

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      Outra dica do meu fim de semana é assistir ao filme Milk- a voz da igualdade, com a difícil e  fantástica atuação de Sean Penn, ganhador do Oscar. É uma história interessante de um homessexual que  depois de algumas tentativas conseguiu eleger-se como o primeiro supervisor de distrito de uma grande cidade americana – São Francisco. Depois das mulheres e dos negros vale a pena conhecer a luta dos homossexuais para garantir seus direitos, porque foi devido ao trabalho iniciado por Milk que posteriormente muitas leis preconceituosas foram derrubadas nos E.U.A.

Só é engraçado pensar que apesar de uns trinta anos terem se passado ainda existe intolerância a respeito do assunto, o que não serve apenas para a opção sexual, mas onde há homens e diferenças, há também preconceito e intolerância. Bom, mas isso já é assunto para outro post… fica aqui a dica.